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Cobre
A descoberta das propriedades fungicidas do cobre remonta a finais do século XIX.
Com o tempo, os especialistas descobriram a sua eficácia como bactericida e biocida e, atualmente, após a proibição de outros antibióticos, são praticamente os únicos produtos autorizados no mercado para o controlo das bactérias fitopatogénicas.
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AÇÃO
A ação fungicida e bactericida dos compostos insolúveis de cobre baseia-se na libertação lenta e constante do ião cobre (II), ou Cu2+, em contacto com a água.
Os fungicidas cúpricos atuam por contacto e de forma preventiva, formando uma barreira protetora na superfície das folhas contra o ataque dos fungos endoparasitas. Os iões cobre são absorvidos pelos esporos do fungo e das bactérias, até que a acumulação acaba por ser fatal para as suas células.
O cobre (II) exerce uma ação múltipla nas células dos fungos:
- Bloqueio do processo respiratório.
- Inibição da síntese de proteínas.
- Redução da atividade da membrana celular.
Esta ação multi-site do cobre (II) é exercida em diferentes processos controlados por diferentes genes, de modo que o aparecimento do fenómeno da resistência é ainda muito improvável.
Aplicaçao
No âmbito fitossanitário, os principais sais de cobre que se têm vindo a utilizar para uso fungicida e bactericida são a calda bordalesa, o oxicloreto de cobre e o hidróxido de cobre.
Por outro lado, o sulfato de cobre pentahidratado é utilizado como adubo CE e como corretor de carências de cobre. Além disso, é utilizado na alimentação animal, como corretor de carências de cobre e estimulador do crescimento, e, noutros setores, como componente em diversos processos industriais.
História
Em 1880, o míldio da videira (Plasmopara vitícola) chegou à Europa, proveniente da América. Esta doença causou danos devastadores em todas as vinhas de França. Na época, os fungicidas sulfurados, os únicos utilizados até então para o controlo de doenças de origem fúngica, não foram eficazes.
Acidentalmente, mas como resultado da observação, Millardet reparou que, em determinadas estirpes tratadas com uma mistura de sulfato de cobre e cal, distinguíveis pela sua tonalidade azulada, não contraíam a doença.
A partir desta combinação de cobre, o professor desenvolveu a fórmula daquele que foi o primeiro composto de síntese química, o sulfato cuprocálcico ou a também denominada calda bordalesa, assinalando assim um marco histórico na luta fitossanitária.
Desde então e até aos dias de hoje, foram-se sintetizando outros compostos cúpricos com diferentes tipos de formulações, constituindo um dos meios de luta fungicida e bactericida mais eficazes e valiosos para os agricultores de todo o mundo.

